
Na época da escola, se você foi um daqueles que viviam no “fundão”, colava para passar nas provas e hoje estuda numa faculdade paga (que não foi muito difícil assim de entrar), já deve ter possivelmente refletido se um daqueles alunos CDF’s, introvertidos, tão chatos que só queriam prestar atenção na aula, fazer as provas sem colar e entregar os deveres de casa nos prazos certos seriam, num futuro distante, os que iriam ser chefes de empresas, pessoas bem sucedidas e outros sinônimos da palavra sucesso.
Bem, se você achou que a resposta certa é “sim”, você pode estar certo. Eu disse “pode”, no sentido de talvez, porque existe um ramo na vida profissional que você não precisa saber absolutamente de quase nada e, mesmo assim, ganhar muito dinheiro e ainda por cima ocupar altos cargos. Sim, não estou mentindo, este emprego existe mesmo.
É no ramo da política que a maioria dos vagabundos consegue isso (não é demais?!). Mas não é tão simples assim quanto parece. Você precisa ter, antes de tudo, um nome importante, que é um ingresso garantido para a carreira política, ou ser amigo de alguém importante para pegar algum cargo. O resto você aprende nadando com os tubarões.
Ainda não acredita?! Leia os jornais, assista a tv, informe-se um pouco mais do que você costuma fazê-lo, e verá as evidências. No final das contas, nós, tanto os CDFS que sentavam na frente na época colégio, quanto os malandros do fundão, é que ficamos com o emprego mais fácil de conseguir, o cargo de burros. Porque somos nós que deixamos isso acontecer.
Apesar disso, não podemos colocar os ovos numa mesma cesta. Assim como existem políticos de mal caráter, despreparados, e várias outras palavras de que não me recordo para designá-los, também existem aqueles políticos sérios, que se preparam a vida inteira para ocupar o cargo que hoje possuem, tendo nome importante ou não, estudando em faculdade particular ou não, vindo de família rica ou não.
No final, todos somos CDF’s (cú de ferro), porque não nos cansamos de ficar sentados sem fazer nada.
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