Não tenho medo de ser pego com as calças na mão, mesmo que seja embaraçoso. Por isso sou um cara honesto, talvez não 24 hrs por dia, mas pelo menos na maior parte do tempo.
Esse é o grande problema da maioria das pessoas. O que há de tão errado na honestidade? A verdade dói? Pode ser que algumas vezes ela doa, mas é uma dor necessária, uma cicatriz que temos de carregar. Não devemos tratá-la como algo que varremos pra debaixo do tapete ou como aquele parente que temos vergonha de admitir que tenha o nosso sangue (nesse caso, uma omissão não seria necessariamente uma inverdade).
A mentira, por sua vez, é aquela prostituta que procuramos casualmente para aliviar a pressão de se viver no mundo real, uma ilusão barata. Temos de ter cuidado, uma vez sentido o sabor em nossos lábios é difícil largar. Ela é como o ouro, uma moeda válida em qualquer lugar. Usamos no trabalho, na escola, com os amigos, família, enfim, uma verdadeira companheira.
Confesso que a honestidade em alguns casos pode ser um grande inconveniente. Como falar pra sua mulher que ela está gorda? Como explicar pro seu amigo que a garota que ele quer, na verdade é a que tu quer, e que ela também te quer?
“A verdade os libertará”.
2 comentários:
O Defensor Público geral do estado foi dar uma aula pra gente sobre a defensoria mês passado. Aí ele comentou sobre essa inversão de valores.
O certo e o honesto, hoje, são vistos com discriminação e como um equívoco.
E o errado está se tornando a regra.
Fruto de um país mal educado, literalmente, e de um povo que se agarra a todas as possibilidades pra sobreviver.
Isso é muito feio. E sujo. Pra um país com potencial como o Brasil.
Eu vou tentar mudar isso através de todas as maneiras que me são garantidas por nossa própria constituição normativa (e que infezlimente é desconhecida pelas massas).
É nóis, parcero!
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